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quarta-feira, 17 de abril de 2019

O dólar opera em alta em meio às incertezas sobre o andamento da reforma da Previdência, após a votação de parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ser adiado para a semana que vem por falta de acordo.
Cabe à CCJ analisar se a proposta do governo Bolsonaro está de acordo com a Constituição. Se a chamada admissibilidade for aprovada, a reforma seguirá para uma comissão especial, responsável por analisar o mérito.
No cenário externo, investidores estão de olho em dados positivos da China que ajudavam a amenizar temores de desaceleração econômica.
 A moeda norte-americana esta sendo vendida a R$ 3,9017, com alta de 0,86%. Na máxima do dia, chega a R$ 3,9077.

FONTE: ValorPro

terça-feira, 16 de abril de 2019

Levantamento realizado pela empresa de recrutamento online Catho com mais de 400 recrutadores aponta que 30% deles demoram em média de 6 a 10 segundos para descartar um currículo para uma entrevista.
Com o olhar focado em pontos específicos do material, é possível fazer análise rápida e minuciosa do candidato. Desta forma, a pesquisa buscou mapear o tempo médio de avaliação do documento por parte dos recrutadores. Veja abaixo:
Tempo médio de avaliação do currículo
Maior parte dos recrutadores leva até 29 segundos para avaliar documento
De 6 a 10 segundos: 30 %
De 11 a 29 segundos: 27 %
Em mais de 1 minuto: 21 %
De 30 a 59 segundos : 17 %
Em até 5 segundos: 5 %
Segundo dados da pesquisa, em uma primeira avaliação, o profissional que recebe cerca de 100 currículos analisa em média 15 com maior critério e cautela. A maior parte dos recrutadores (57%) leva até 29 segundos para avaliar os documentos.
"Após o primeiro olhar do recrutador sobre o currículo é feito uma análise de forma detalhada. Ainda assim é primordial ter as informações nobres do documento em destaque e bem colocadas, pois desta forma serão facilmente observadas, garantindo maiores chances desse candidato ser selecionado para uma entrevista", afirma Tabitha Laurino, gerente da Catho.
Informações que são valorizadas
Experiência profissional, objetivo, dados de contato. Essas e outras informações são observadas no primeiro contato pelo entrevistador e sempre são citadas como primordiais no preenchimento de um currículo.
Com critérios cada vez mais exigentes por parte do entrevistador, mais do que aptidões técnicas, é tido como exigência avaliar o candidato também por suas habilidades e competências profissionais, informações concentradas no preenchimento do currículo.
Inseridas no documento, devem ser acompanhadas por uma estrutura limpa e bem organizada, capturando assim toda a atenção do recrutador.
Os recrutadores ainda apontaram as informações que não podem faltar na construção de um currículo e são valorizadas no momento da análise:
experiência profissional (80%)
formação e/ou cursos complementares (60%)
cargo e/ou área pretendida (60%)
objetivo profissional (50%)
conhecimento em outros idiomas (24%)
Em um cenário de grande concorrência e com profissionais cada vez mais qualificados, Tabitha reforça que o currículo merece toda a atenção por parte do profissional. "É importante revisitá-lo e sempre mantê-lo atualizado, buscando identificar pontos que sempre podem ser melhorados e valorizar seu perfil profissional. Pecar nesse documento diante de tantas ferramentas de auxílio é inadmissível para os recrutadores", alerta.

FONTE: Catho




quinta-feira, 20 de dezembro de 2018


O Produto Interno Bruto do Ceará (PIB) apresentou avanço de 2,17% no terceiro trimestre de 2018, no comparativo com o mesmo período de 2017, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). A estimativa é de que a economia do Estado termine o ano com alta de 1,35%. 
Sobre o assunto
Ipea prevê que PIB crescerá 2,7% em 2019 e inflação ficará em 4,10%
Projeção para PIB de 2019 permanece em alta de 2,4%, aponta RTI

Os números são relacionados aos resultados dos setores da agropecuária, indústria e serviços. Alguns setores ainda passam por problemas gerados pela greve dos caminhoneiros que aconteceu em maio deste ano. O Estado passa por aquecimento positivo na economia.

 FONTE: Repórter Samuel Pimentel

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Depois de passar por 5 anos de queda, as montadoras de motos esperam que 2018 seja o ano da retomada no Brasil. Ao contrário da indústria de carros, que já apresenta recuperação este ano, o mercado de motos ainda está em baixa, e deve fechar 2017 apenas na estabilidade em relação a 2016.
As novidades mostradas no Salão Duas Rodas 2017, que acabou de acontecer em São Paulo, além da previsão de crescimento do PIB para 2018 e a melhora na aprovação do crédito são as apostas das marcas para que produção e vendas de motos voltem a crescer no próximo ano.
O resultado ainda tímido de melhora em outubro de 2017, com a produção de 77.076 unidades e alta de 7,8% em relação a outubro de 2016, é o primeiro sinal dessa retomada, segundo a associação dos fabricantes de motos (Abraciclo).
“Se outubro foi bom em relação a setembro e outubro do ano passado, isso é ótimo para dar um ânimo. Mas se olharmos para o acumulado do ano, nós ainda estamos em queda”, explica José Eduardo Gonçalves, diretor-executivo da Abraciclo.
O acumulado do ano mostra que o setor continua “patinando”, com 729.268 motos produzidas nos 10 primeiros meses, o que significa um recuo de 7% em relação ao mesmo período de 2016. As vendas seguem em ritmo ainda mais baixo, com 708.462 unidades e uma queda de 15,7% comparado ao ano passado.
Em 2011, auge do setor de motocicletas no Brasil, as montadoras produziram mais de 2,1 milhões de motocicletas. Mas foram anos seguidos de queda e a expectativa é fechar 2017 com menos de 900 mil unidades produzidas. No início do ano, a entidade previa um crescimento de 2,5% para 2017, que não será alcançado.
O patamar atual é semelhante ao alcançado em 2002, quando 861.469 motos foram feitas no país. Acompanhando a queda de vendas, os empregos nas montadoras em Manaus caíram mais que a metade. De acordo com a Abraciclo, são 12 mil postos diretos atualmente, contra 23 mil em 2011.
Salão Duas Rodas "dá ânimo" para o setor
Para a entidade, os fatores que trazem otimismo é uma melhora na aprovação de financiamentos e também os lançamentos do Salão Duas Rodas 2017.
"O crédito está menos seletivo, isso é um reflexo direto da liberação do saldo das contas inativas do fundo de garantia. Muita gente botou as contas em dia", afirma José Eduardo Gonçalves, presidente da Abraciclo.
Segundo a Abraciclo, isso já está refletindo na venda diária, que está em uma crescente. A entidade ainda não faz projeções para o próximo ano e diz estudar os números para indicar uma previsão em breve. No entanto, a líder de mercado Honda já definiu uma meta para 2018.
"Estamos esperando um crescimento de 5% para o ano que vêm", aponta Issao Mizoguchi, presidente da Honda para a América do Sul.
Detendo quase 80% do mercado de motos, a Honda serve como um termômetro para o que deve vir nos próximos anos. No Salão Duas Rodas, a empresa apostou na renovação na Biz, um de seus modelos mais vendidos, para embalar as vendas.
Já a Kawasaki prefere não fazer previsões para 2018. "Ainda estamos cautelosos se parou de cair mesmo. No próximo ano temos eleições", apontou Ricardo Suzuki, gerente de marketing e planejamento da Kawasaki.
Enquanto isso, a Honda analisa o mercado brasileiro de outra maneira. "Estamos desvinculando o cenário político do econômico", acrescentou Issao Mizuguchi, da Honda.
Outra a apostar em crescimento para o próximo ano é a britânica Triumph. "Para 2018, esperamos que a expectativa de crescimento do PIB se reflita no segmento de motos premium", diz Waldyr Ferreira, gerente geral da Triumph. "Se o PIB crescer 3%, esperamos crescer no mínimo 3% também", acrescenta Ferreira.
A Triumph revelou a nova linha Tiger no salão, mas as motos chegam às lojas apenas em 2018. Enquanto isso, a Harley-Davidson chegou com 11 novos modelos, em uma das maiores renovações de sua linha nos últimos tempos.
"A companhia acredita no grande potencial que o Brasil tem para o mercado de duas rodas, portanto continua apostando no país em longo prazo", afirma Flávio Villaça, gerente de marketing da Harley-Davidson do Brasil.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Conforme pesquisa da Abecs, considerando a taxa mensal, os juros do rotativo do cartão de crédito caíram de 15,4% para 10,6% 
 No primeiro mês das novas regras do rotativo do cartão de crédito, as taxas de juros da modalidade dos principais bancos caíram quase pela metade, conforme levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) .
Antes em 456,6% ao ano, a taxa do crédito rotativo cobrada pelos cinco maiores emissores de cartão de crédito caiu para 233,9% ao ano, em média, na terceira semana do mês de abril. Considerando os juros ao mês, a taxa média do rotativo do cartão de crédito recuou de 15,4% para 10,6%, segundo a Abecs.
A redução ocorreu após implementação da Resolução 4.549, do Banco Central, que, desde 3 de abril, passou a limitar em 30 dias o prazo de permanência no crédito rotativo. Diferentemente do que ocorria antes, quem optar por pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito não poderá fazer essa opção por vários meses consecutivos, mas apenas por um mês. A restrição foi criada para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos.
Vale ressaltar que a pesquisa da Abecs possui metodologia diferente da utilizada pelo Banco Central, que ainda não tem dados disponíveis para o mês de abril. Enquanto a Abecs considera apenas os juro das cinco maiores instituições financeiras emissoras de cartão, o Banco Central contempla todos os emissores. Além disso, a Abecs considera somente a taxa de juros do rotativo. Já o Banco Central considera também os juros cobrados de pagamentos atrasados.
Outras linhas
De acordo com pesquisa divulgada pelo Procon-SP, em maio, as taxas médias cobradas pelos bancos para empréstimos pessoais e no cheque especial apresentaram leve recuo em relação ao mês anterior. A pesquisa considerou as taxas praticadas pelo Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.
No caso do empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 6,37% ao mês, 0,03 ponto percentual menor em relação a abril (6,40% ao mês).
Conforme o Procon-SP, em maio, duas instituições financeiras reduziram a taxa do empréstimo pessoal enquanto as outras mantiveram inalteradas suas taxas.
Para o cheque especial, a taxa média dos bancos pesquisados foi de 13,48% ao mês, uma redução de 0,05 ponto percentual na comparação com abril, quando essa taxa estava em13,53%.
O Procon-SP ressaltou, ainda, que "Apesar da taxa Selic ter tido uma queda acentuada na última reunião, verificou-se que a redução foi muito sutil nas taxas médias das duas modalidades pesquisadas".

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Jericoacoara, no Ceará, receberá mais um voo de São Paulo. Fretado pela operadora CVC, o voo será operado por um Boeing 737-800 aos sábados, saindo do Aeroporto de Congonhas (SP), às 10h30, e chegando a Jericoacoara às 14 horas. A volta sai de Jericoacoara às 14h30, chegando a Congonhas, às 18 horas. A operação do novo voo terá início em 10 de junho, segundo anunciou, o secretário do Turismo, Arialdo Pinho.
“A conclusão do Aeroporto de Jeri tem uma importância fundamental para o turismo do Litoral Oeste, alavancando a economia local, não apenas de Jericoacoara, mas de outras praias e destinos da região”, destaca o secretário. Além do voo fretado pela CVC, a Azul inicia a operação do voo Campinas/Jericoacoara (semanal) e do voo Recife/Jericoacoara (quatro vezes por semana) a partir de maio.
Segundo Arialdo Pinho, a Secretaria do Turismo do Ceará (Setur) está planejando uma série de ações em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para preservar as características de Jeri. “Estamos trabalhando para melhorar e controlar acesso, estacionamento, coleta de lixo, água, esgoto, entre outras questões. Tudo para que a identidade de Jeri não seja prejudicada”.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Caixa Econômica Federal antecipou, de segunda (10) para este sábado (8), o início da segunda rodada de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
SAIBA TUDO SOBRE O SAQUE DAS CONTAS INATIVAS DO FGTS
De acordo com o presidente do banco, Gilberto Occhi, cerca de 2,3 milhões de trabalhadores vão receber os depóstios dos recursos a que têm direito diretamente em suas contas neste sábado.
Esses depósitos marcam o início da segunda fase de saques das contas inativas do FGTS. Nesta fase, podem retirar os recursos os nascidos em março, abril e maio. Ao todo, 7,7 milhões de trabalhadores poderão fazer saques nesta segunda fase. Eles têm direito a um total de R$ 11,2 bilhões.
A primeira fase aconteceu ao longo do mês de março, quando puderam sacar recursos de contas inativas os nascidos em janeiro e fevereiro. O programa está previsto para se encerar em julho e, até lá, cerca de R$ 35 bilhões devem ser sacados dessas contas inativas.
Agências estarão abertas neste sábado
Occhi informou que, além dos depósitos direto nas contas, 2,1 mil agências e 200 salas de atendimento (dentro de agências) também vão funcionar neste sábado (8) para atender aos trabalhadores.
Na primeira etapa do programa, que contou com saques de R$ 5,9 bilhões (3,7 milhões de titulares de contas inativas do FGTS), 1,8 mil agências foram abertas no fim de semana.
A Caixa informou ainda que os clientes poderão agendar DOC (transferências eletrônicas) para contas de outros bancos. Esses agendamentos poderão ser feitos para a segunda-feira (10) e os recursos estarão disponíveis na conta do outro banco na terça (11).
Os chamados TEDs, transferências eletrônicas que permitem que os recursos caiam no mesmo dia em contas de outros bancos, não estará disponível neste sábado (8), pois só pode ser feito em dia útil, informou a Caixa.
Além disso, na próxima segunda (10), terça (11) e quarta-feira (12), as agências da Caixa vão abrir às 8h da manhã, duas horas mais cedo na maior parte das cidades, também com o objetivo de ajudar os titulares de contas inativas do FGTS no processo de saques dos valores.
Como sacar?
Valores de até R$ 1.500 podem ser sacados no autoatendimento, mas para isso é preciso ter o Cartão Cidadão e senha.
Para valores até R$ 3 mil, o saque pode ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa.
Acima de R$ 3 mil, os saques devem ser feitos nas agências da Caixa.
Para facilidade no atendimento, os trabalhadores devem sempre ter em mãos o documento de identificação e Carteira de Trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato. Para valores acima R$ 10 mil é obrigatória a apresentação de tais documentos.
Trabalhador precisa levar comprovantes de rescisão de contrato de trabalho, diz Occhi
Principais problemas
Segundo a Caixa, o principal problema no processo de saque das contas inativas do FGTS tem sido a ausência de registro da saída do trabalhador do seu emprego (que comprova que a conta é inativa) ou o não depósito dos valores nas contas pelos patrões.
No caso da falta do registro de saída do emprego, a Caixa informou que consegue resolver o problema. Entretanto, o trabalhador precisa levar ao banco a documentação necessária, mas há um prazo de 48 horas para o trabalhador poder efetuar o saque.
SAIBA TUDO SOBRE O SAQUE DAS CONTAS INATIVAS DO FGTS
"Se o trabalhador tem toda comprovação da suas contas, tem o termo, a carteira profissional, mas eventualmente o empregador não fez o depósito, a orientação é que o trabalhador procure primeiro a empresa, o sindicato da sua categoria e a superintendência regional do trabalho", disse o presidente da Caixa, Gilberto Occhi.
O diretor-executivo de Fundos de Governo da instituição financeira, Valter Nunes, informou que houve "muito poucos" trabalhadores com demora no recebimento das contas inativas do FGTS por conta de "marcas" em suas contas, como, por exemplo, contas bloqueadas, ou que só tinha para fundos específicos. Mas acrescentou que o banco buscou resolver esses problemas para que não se repitam nessa segunda-fase do programa.

Fonte: G1

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Mudanças nas regras para o uso do rotativo do cartão de crédito começam a valer nesta segunda-feira (3). A partir de agora, os clientes terão restrições para fazer o pagamento mínimo da fatura e acessar o crédito rotativo. A determinação foi divulgada pelo Banco Central no dia 26 de janeiro. Diferente do que ocorria antes, quem optar por pagar o valor mínimo da fatura não poderá fazer essa opção por vários meses consecutivos.
A restrição foi criada para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos. A taxa de juro do rotativo encerrou 2016 em 484,6% ao ano, segundo dados do Banco Central, que considera a média de todas as instituições financeiras.
SAMY DANA: Solução para rotativo ainda custa caro e brasileiro deve evitar
Como funcionou até agora?
Antes da mudança, para não ficar inadimplente, o consumidor precisava pagar ao menos 15% do valor da fatura de seu cartão de crédito (pagamento mínimo) até o vencimento da fatura. O restante da dívida ficava para o mês seguinte, sujeito aos juros do cartão considerados proibitivos.
No mês seguinte, o cliente receberia a fatura com o saldo da dívida do mês anterior acrescido dos juros. Se não conseguisse pagar o valor integral, ele poderia, então, fazer novamente o pagamento mínimo de 15%, no mesmo processo anterior, e assim sucessivamente. Daí surge a metáfora da “bola de neve” associada frequentemente ao uso do rotativo do cartão de crédito.
O que muda?
A partir desta segunda (3), o consumidor que não conseguir fazer o pagamento integral de sua fatura do cartão de crédito poderá fazer o pagamento mínimo de 15% apenas por um mês. Na fatura seguinte, ele não poderá repetir o processo, pois o banco é obrigado a oferecer uma linha de crédito para que o consumidor parcele a sua dívida.
O cliente negocia então um prazo e uma taxa de juros para pagar a pendência. Entre os grandes bancos brasileiros, quatro já anunciaram as taxas que vão ser oferecidas – todas menores que os atuais juros do cartão, variando de 0,99% a 9,99% ao mês.
Na prática, em vez de alongar indefinidamente sua dívida fazendo o pagamento mínimo da fatura por vários meses consecutivos, o cliente terá de assumir o financiamento de sua dívida com prazo determinado e juros menores.
É importante destacar que, pelas novas regras, o cliente ainda pode fazer o pagamento integral de sua dívida a qualquer momento, mesmo antes do vencimento da próxima parcela.
Na ponta do lápis
Com taxas menores, o valor final pago pelos consumidores ao fim do parcelamento acaba ficando mais baixo do que seriam com juros rotativos do cartão. No entanto, o cliente pode ficar sujeito a parcelas maiores do que pagaria caso fizesse o pagamento mínimo da fatura por vários meses.
O economista Samy Dana, colunista do G1, fez a simulação de uma dívida de R$ 1 mil paga em 1 ano. Pelo rotativo do cartão, considerando os juros médios de 4 grandes bancos do Brasil (16,4% ao mês), o cliente que optasse por pagar o valor mínimo da fatura por 11 meses arcaria com parcelas de R$ 134 a R$ 148. Pagando o saldo devedor restante de R$ 885,42 no 12º mês, a dívida de R$ 1 mil teria se tornado R$ 2.588.
Para comparação: considerando os juros médios já anunciados pelos bancos nas novas regras, a dívida final somaria R$ 1.872, com 12 parcelas iguais de R$ 143.
A simulação do G1 considera a média das taxas máximas informadas pelos bancos nas linhas de parcelamento.
O que dizem os especialistas
Marcos Crivelaro, especialista em finanças pessoais e professor da Fiap, avalia que as pessoas que têm o costume de, equivocadamente, “usar o rotativo do cartão de crédito como complemento do salário” podem sentir agora que “o estão privando dessa liberdade”. No entanto, o educador acredita que a nova regra defende o consumidor, já que o valor da dívida final é menor.
Crivelaro também estima que as novas regras inibam o descontrole financeiro. “Com rotativo o cartão, aquele ‘algo a mais’ que o salário não cobria estava sempre lá, pronto, pré-aprovado, sem burocracia”, descreve. “Agora, financiar a si mesmo vai dar trabalho”, diz ele sobre as negociações dos parcelamentos.
Para o economista Samy Dana, a solução encontrada pelos bancos ainda é uma opção de crédito cara e que deve ser evitada pelo brasileiro.
Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros e da DSOP, acredita que, apesar de o parcelamento a juros menores diminuírem o valor final da dívida, as novas condições não devem ter um impacto grande nos índices de inadimplência. “Se uma pessoa não consegue pagar o mínimo de 15%, também não vai conseguir pagar a parcela financiada.”
Para Domingos, a nova medida que permite financiar o valor total “não está dando nenhum tipo de benefício para o devedor”. “Essa dívida vai acabar se tornando objeto de negativação do nome desse consumidor.”
O que fazer?
Para quem já está endividado, os educadores financeiros recomendam a procura de crédito mais barato antes de ficar sujeitos aos juros do cartão de crédito, mesmo considerando as taxas mais baixas das novas regras. Entre os exemplos estão créditos pessoais a juros menores, como o consignado, além da procura do banco ou instituição financeira que ofereça as condições mais vantajosas para liquidar as pendências.
Além disso, a recomendação é prestar atenção ao orçamento familiar, identificando as despesas que podem ser cortadas para que os gastos não ultrapassem os ganhos. “Quando a gente fala em cortar gastos, a pessoa não consegue visualizar onde está gastando. Reduzir padrão é adequar a realidade do que eu ganho comparado com o que eu gasto. E eu não tenho como descobrir aonde está indo cada centavo do meu dinheiro se não fizer um acompanhamento minucioso”, ensina Domingos.
Fonte: G1

quinta-feira, 30 de março de 2017


O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (30), encostando em R$ 3,15, após o governo ter anunciado na véspera elevação de imposto e contingenciamento de R$ 42 bilhões no Orçamento de 2017.
A moeda norte-americana avançou 0,87%, vendida a R$ 3,144, depois de bater R$ 3,1458 na máxima do dia e R$ 3,1177 na mínima. Veja a cotação
Segundo a agência Reuters, o câmbio refletiu nesta quinta-feira a briga pela formação da Ptax (taxa de câmbio calculada pelo BC que serve de referência para contratos) deste mês e algum movimento de compra dos investidores com a finalidade de conseguir proteção.
Atuação do BC
Também pesou no movimento o fato de o BC não ter rolado integralmente os swaps tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - que vencem em abril. Segundo operadores, por conta disso, houve pressão compradora de dólar de investidores que precisavam de proteção.
O BC vendeu integralmente nesta sessão o lote de até 10 mil swaps tradicionais, no último leilão para rolagem dos contratos de abril. No total, foram 11 leilões iguais, deixando de rolar o equivalente a US$ 4,211 bilhões do estoque que vence no mês que vem e totalizava US$ 9,711 bilhões. O BC não costuma fazer leilões no último pregão do mês
Com isso, o estoque total de swaps recuou a cerca de US$ 16,5 bilhões. No mês passado, o BC também não rolou integralmente os swaps que venceram em março. O próximo lote de swaps vence no dia 2 de maio, no equivalente a US$ 6,389 bilhões.
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas, mas tinha leves oscilações ante divisas de emergentes e países ligados a commodities, como os pesos chileno e mexicano.

Fonte: G1

quinta-feira, 23 de março de 2017


A Ambev lançou, na última terça-feira (21), a água mineral AMA e promete destinar todo o lucro com o novo produto a projetos de acesso à água potável no semiárido brasileiro. Segundo a empresa, o projeto será inaugurado no Ceará, beneficiando os municípios de Aiuaba, Jaguaruana e Capistrano.
Os projetos nas cidades já foram iniciados e receberam investimentos da AMA para dar andamento a iniciativas locais de abastacimento, viabilizando perfuração de poços profundos e a instação de micro usinas de energia solar. Após serem concluídos, os projetos serão administrados pela comunidade local.
AMA
A água mineral Ama já está à venda em São Paulo e no Rio de Janeiro e deve chegar a todo o País até o fim de 2017. A Ambev conta com parceria local do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) e com o apoio da Fundación Avina, ONG que atua no desenvolvimento sustentável da América Latina.

Fonte: Jornal do Cariri


A Câmara aprovou, na noite desta quarta-feira, 22, a redação final do projeto de lei de 19 anos atrás que permite terceirização irrestrita em empresas privadas e no serviço público. A proposta também amplia a permissão para contratação de trabalhadores temporários, dos atuais três meses para até nove meses - seis meses, renováveis por mais três.
O texto principal do projeto foi aprovado por 231 votos a 188. Houve ainda oito abstenções. O placar mostra que o governo terá dificuldades para aprovar as reformas trabalhista e, principalmente, a da Previdência, que será votada por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige um mínimo de 308 votos favoráveis na Câmara.
A Câmara não pôde incluir inovações no texto. Isso porque a proposta, de 1998, já tinha passado uma vez pela Casa, em 2000, e pelo Senado, em 2002. Com isso, deputados só puderam escolher se mantinham integral ou parcialmente o texto aprovado pelo Senado ou se retomavam, integral ou parcialmente, a redação da Câmara.
O texto final aprovado, que seguirá para sanção do presidente Michel Temer, autoriza a terceirização em todas as atividades, inclusive na atividade-fim. Atualmente, jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TSE) proíbe terceirizar a atividade-fim da empresa. Por exemplo, um banco não pode terceirizar os atendentes do caixa.
No caso do serviço público, a exceção da terceirização será para atividades que são exercidas por carreiras de Estado, como juízes, promotores, procuradores, auditores, fiscais e policiais. Outras funções, mesmo que ligadas a atividade-fim, poderão ser terceirizadas em órgãos ou empresas públicas.
O projeto final também regulamentou a responsabilidade "subsidiária" da empresa contratante por débitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores terceirizados, como acontece hoje. Ou seja, a contratante só será acionada a arcar com essas despesas se a cobrança dos débitos da empresa terceirizada contratada fracassar.
O texto que segue para sanção prevê ainda um escalonamento do capital social mínimo exigido de uma empresa de terceirização, de acordo com o número de funcionários. O capital social mínimo exigido vai de R$ 10 mil, para companhias com até 10 funcionários, a R$ 250 mil, para empresas com mais de 100 trabalhadores.
Hoje, não há essa exigência na iniciativa privada. Já no serviço público, a empresa contratante é que determina na hora da contratação qual deve ser o capital social mínimo da companhia de terceirizados.
Inicialmente inserida na proposta, a anistia de "débitos, penalidades e multas" impostas até agora às empresas foi retirada do texto pelo relator para facilitar a aprovação do projeto. O governo era contra a medida. Segundo o relator do projeto na Câmara, Laércio Oliveira (SD-SE), essas dívidas hoje somam R$ 12 bilhões.
A oposição criticou a votação do projeto, sob o argumento de que ele representa um retrocesso e precariza o trabalho. Opositores tentaram negociar, sem sucesso, o adiamento da votação. Eles queriam que, em vez da proposta de 1998, fosse votado um projeto de 2015 que regulamenta a terceirização, que já foi votado na Câmara e está parado no Senado.
Na avaliação de deputados da oposição e das centrais sindicais, a proposta mais recente oferece mais salvaguardas aos trabalhadores. O projeto de 2015 traz garantias como a proibição de a empresa contratar como terceirizado um funcionário que trabalhou nela como CLT nos últimos 12 meses. Já o projeto aprovado não prevê esse veto.
O texto aprovado também não restringe os calotes nos direitos trabalhistas. O projeto de 2015, por exemplo, obrigava o recolhimento de impostos antecipadamente e a retenção de valores. A proposta que seguiu para a sanção também não garante aos terceirizados os mesmos direitos a vale-transporte, refeição e salários dos demais.
Para opositores, a aprovação do projeto anula a reforma trabalhista que está em discussão na Câmara. "Se a terceirização for votada hoje, ela anula esta comissão. Se for votada, a reforma trabalhista vai perder muito o sentido", disse o deputado Paulão (PT-AL).
O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), por sua vez, saiu em defesa da proposta. Segundo ele, o projeto vai permitir a geração de empregos. "O Brasil mudou, mas ainda temos uma legislação arcaica. Queremos avançar em uma relação que não tira emprego de ninguém, que não vai enfraquecer sindicatos", disse.
Fonte: Estadão

sábado, 18 de março de 2017

O governo liberou no ultimo dia 10, o primeiro lote do saque de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os nascidos em janeiro e fevereiro. Até o fim de julho, serão retirados ao todo R$ 6,9 bilhões. O dinheiro extra promete dar um novo impulso na economia do País e ajudar milhões de brasileiros a colocar em dia a vida financeira. Além de quitar dívidas, os beneficiados pelo saque podem aproveitar o recurso para investir em uma aposentadoria tranquila lá na frente. Em busca de alternativas para não depender exclusivamente da Previdência Social – ainda mais depois do início das discussões sobre a reforma proposta pelo governo –, a previdência privada tem se mostrado uma boa opção.

"As pessoas passaram a se preocupar mais com o futuro. Sabem que com a reforma precisarão complementar a renda para a aposentadoria. O dinheiro das contas inativas do FGTS pode ser uma boa oportunidade para começar agora a planejar o amanhã", explica a diretora de Previdência da Caixa Seguradora, Rosana Techima.

Além de ser um investimento seguro, a previdência privada garante a renda do beneficiário para o período da aposentadoria e é uma saída diante crise da Previdência Social. Em 2016, a previdência do governo registrou um déficit de R$ 151,9 bilhões, crescimento de 59,7% em relação a 2015. A arrecadação, por sua vez, apresentou queda pelo segundo ano consecutivo: 6,4% se comparada a 2015. Quando aprovada a reforma, o governo pretende mexer no cálculo: o benefício será calculado com base em 51% de 80% das melhores contribuições mais um ponto percentual a cada ano pago. Para se aposentar com 100% do benefício, será preciso contribuir por 49 anos.

Neste cenário, os saques do FGTS vêm em bom momento para milhões de brasileiros. Esse dinheiro extra pode ser o início de um plano de previdência privada. Na Caixa Seguradora, por exemplo, é possível contratar os produtos por a partir de R$ 35 por mês. “Os planos de previdência são acessíveis para todos os bolsos e oferecem bons índices de rentabilidade, o que torna o produto um investimento interessante para o futuro”, comenta Rosana.


Antes de optar por qualquer plano de previdência privada, é importante fazer uma reflexão e saber qual é o seu perfil e a finalidade do seu investimento. Além das taxas, o cliente precisa decidir entre os dois produtos disponíveis no mercado: o VGBL (Vida Gerador Benefício Livre), indicado para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda, e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), ideal para quem faz a declaração completa. Neste último caso, o contribuinte ainda tem a vantagem do benefício fiscal, que garante a dedução de até 12% da renda bruta anual e o pagamento de menos imposto. Conversar com o gerente do banco sobre as opções pode ajudar na hora de decidir o plano que mais se adequa aos seus interesses e necessidades.

Outra grande vantagem da previdência, caso o cliente tenha perfil de investidor, é o leque de opções de fundos de investimento. A Caixa Seguradora oferece uma série de fundos, para todos os perfis, dos mais conservadores até os mais arrojados, e o cliente ainda tem a opção de remanejar as aplicações como achar melhor.

A previdência privada é um dos investimentos mais seguros de médio e longo prazo. Além da aposentadoria, é claro, o beneficiário pode usar o dinheiro lá na frente para realizar outros sonhos e projetos de vida.

Fonte:  Economia e Negócios

quinta-feira, 12 de março de 2015

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